Está no sangue…

Então está explicado!!!

Ficou comprovada, em resultados de estudos recentes, a vontade de “botar o pé na estrada” que existe em tantas pessoas no mundo inteiro. Segundo pesquisas, essa vontade pode ter origem genética. Foi encontrado nessas pessoas o DRD4 (Receptor de Dopamina D4), gene relacionado a aspectos, como a busca pela novidade, encontrado também em indivíduos já na pré-história e que explica sua associação aos padrões de migração populacional!

Chegou-se à conclusão que, na atualidade, esse gene está presente em cerca de 20% da população mundial. Será que isso também explica o caráter irrequieto dos nossos avós ao emigrarem para o Brasil? Somados, naturalmente, aos problemas conjunturais da época?…

No site “Vivo Mais Saudável” foi publicado o artigo completo sobre o assunto “Vontade incontrolável de viajar pode ser herança genética“, muito interessante, que até menciona uma palavra alemã: “Wanderlust”, para descrever esse espírito de aventura, essa vontade insaciável de conhecer novas culturas e paisagens enraizado nas pessoas.

A “Wanderlust” (“wandern” é o verbo que significa caminhar, peregrinar) se consubstancia num dos principais, senão o principal tema que caracteriza o Romantismo alemão. É um tema recorrente em poesias, canções artísticas, histórias infantis, lendas e romances de compositores, poetas, pensadores, pintores (!) e demais intelectuais daquela época. E veja só a foto que ilustra o artigo mencionado acima:

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E veja a pintura datada de 1818-20 de autoria de um dos pintores mais expressivos do período romântico, Caspar David Friedrich:

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Coincidência? Acaso? Ou haverá alguma explicação mais plausível?