Relatos do diário de bordo da Helena 3 (último)

Diário de bordo #03 – Versão 2013

1 de junho de 2013

“Olá, de nuevo!

O ritmo dos meus e-mails está intenso por que tenho que correr atrás do tempo perdido. Afinal, não posso fazer que nem ano passado, que voltei ao Brasil e até hoje não escrevi o último e-mail! Hahahhhaa

Durante Wilkau-Hasslau, entre um encontro e outro de Grundig, fomos visitar a cidade de Zwickau. Zanzando por lá, descobri o bar Paula, da Paulaner… hmmm *guardei na memória*

Visitamos também a cidade de Weida – simpática – e Zeulenroda-Triebes (não sei se escreve assim!). Lá também foi bem curioso. Esta cidade foi onde meu bisavô (o Hugo) casou com a Anna. E foi um dos lugares em que também pedi informações ao cartório pela internet. E não é que lá estava também a senhora com quem conversei por e-mail em 2010, sobre minha família? Ela lembrou vagamente (vamos combinar que um e-mail do Brasil não é todo dia que se recebe quando você trabalha no interior da Turíngia, certo?), e também ficou de nos ajudar a pesquisar outro lado da família. Nisso comentamos que ela enviou para a gente uma certidão de casamento deles, da igreja, e perguntamos onde era ela. Na hora ela ligou para o pastor (igreja luterana não tem padre) e mandou a gente ir lá!

Saímos correndo para Triebes, com o endereço do pastor na mão. Estacionamos naquela micro vila e tocamos a campainha. E nada. Minha mãe foi dar uma volta em busca de sinal de vida, até que ele aparece com seus filhos!

Rapidamente minha mãe reapareceu e nós três entramos na casa dele. Ele perguntou sobre a época de que queríamos ver os registros (afinal, tínhamos do casamento mas não tínhamos de nascimento da Anna e do resto da família ascendente). Infelizmente, os livros foram para serem digitalizados. Mas sabem com o que fiquei chocada? Tipo, ele abre uma porta de armário dessas de metal, cinza, horrorosas, e estão lá livros de registros da igreja desde antes do descobrimento do Brasil! Assim, no escritório da casinha dele! Enquanto isso, a gente não pode nem chegar perto dos livros no arquivo nacional… hjahahaha

E fomos conhecer a igreja, que era em frente! Foi bem emocionante (somente para a gente, eu sei… hahaa) entrar na igreja em que simplesmente meus bisavós (Hugo e Anna) se casaram, em 1913!). Foi lá também que ela foi batizada e sei lá mais quais momentos a minha família passou naquela igreja…

O pastor foi super simpático, tirou foto da gente em frente à igreja (incluindo um lindo cachorro que fugiu do vizinho. Quase levei comigo, de tão fofo!)

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Bem, depois de tantos momentos emocionantes e descobertas incríveis, eu tinha uma grande questão a resolver: onde/como assistir à final do Champions League? Sério, os dois finalistas eram times alemães, e eu estava na Alemanha! E nem gosto de futebol… hahaha

Pois então, lembram daquele bar que vi no dia que visitamos Zwickau? Então, foi pra lá que mirei meu GPS! Às 18:30 deixei minha mãe e avó no hotel para jantarem e tudo mais, e fui pro pub! Fiz amizade com o Michael, dono do “Paula”. Tomei várias cervejas diferentes, assisti ao bom futebol, comi petiscos e, ao final, Michael disse que era por conta da casa! Sério, Alemanha é tudo nessa vida hahahahahahahahahahaha

Vamos à síntese do prosseguimento da viagem:

Leipzig: Você sente que é uma cidade que ainda carrega algo da guerra. Foi daqui que iniciaram os movimentos de “revolta” contra a divisão ocidental/oriental da Alemanha, a atmosfera é meio esquisita. Mas nos divertimos no nosso apartamento recém reformado alugado, apesar da entrada parecer um hospício, com um corredor sem abertura, apenas uma porta no final, de azulejo e cheiro de mofo. E também fomos ao cinema. Sim, levei minha mãe e minha avó para verem um filme de “comédia romântica” tipo “Verdade nua e crua”. Imaginaram? Pois então.. ahhahaha O mais legal é que o filme sempre é dublado, ou seja eu entendia a história pelas imagens e pelo contexto, minha avó entendia as palavras mas a história passava rápido demais (além de cenas “modernas demais”, digamos assim) e minha mãe foi a única que entendeu tudo! HAHAHAHAAHHA

Sim, nós três assistimos a um besteirol. Com pipoca e cachorro quente incluídos!

Wittenberg: Cidade super fofa, só passamos entre Leipzig e Halle. Chovendo muito, mas me lembrou vagamente Brugges. Foi aqui que Lutero pregou as teses dele na porta da igreja. Vale a pena a visita!

Halle: A-DO-REI! Cidade universitária, andei à noite e fui a um bar sozinha, showzinho na praça e atmosfera feliz! Ficamos também em um apartamento alugado e perto de tudo. Sendo um prédio de universitários, até que era organizado e silencioso hehehe

Lüneburg: Também só passamos, mas gostei até mais que de Wittenberg! Praça central, restaurantes gostosos e uma cafeteria chamada Brasil! Fui perguntar por quê, aí disseram que era por causa da procedência do café. E fui lá ver a embalagem, já que agora sou mega entendida de café brasileiro do interior mineiro (super defendo aqueles agricultores lindos :D). Mas não tinha nada escrito na embalagem 😦

E finalmente chegamos em Hamburgo! Cidade em que minha avó morou até a juventude, antes de ir de vez para o Brasil. Já conheço da outra viagem, mas vir no verão é outra coisa.. e outro diário de bordo!

Falta pouco para conhecer o Portão de Berlim, os museus e voar novamente pro arroz com feijão, churrasco e caipirinha de morango coada com Absolut de pêssego do BemDito. E minha volta à Fortaleza 🙂

Beijos e não morram de saudades!

Helena”