Quinta, 23 de maio: Wilkau-Hasslau e uma grande surpresa. Zeulenroda e Triebes.

No dia seguinte à nossa chegada em Wilkau-Hasslau, já no estado da Saxônia, ganhamos de presente um lindo dia de céu azul e sol brilhante!

Conforme nossa programação, após o café da manhã, caminhamos até a prefeitura da cidade, que fica a 5 minutos de distância (a pé) do hotel, onde estávamos. Só para ter uma ideia, a cidade possui cerca de 11.000 habitantes.

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Wilkau-Hasslau: primeiro dia de sol na Alemanha.

Pretendíamos encontrar e conhecer pessoalmente a Sra. Sigrid Wybranitz, responsável pelo cartório de registro civil, que nos enviou cópias de certidões do avô Grundig uns 3 anos antes.

Ela ficou surpresa com a nossa visita. Imagine, o que essas brasileiras estariam fazendo nessa cidade tão pequena? No entanto nos recebeu com muita gentileza – aliás todas as pessoas com quem falamos até agora têm sido muito educadas e gentis. Tiramos fotos  e  nos recomendou conhecer a feira livre que estava acontecendo nesse dia a poucos metros dali.

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A pequena feira livre de Wilkau-Hasslau.

Na passagem vimos uma loja que chamou nossa atenção, pois ostentava o nome Grundig na fachada! Afinal sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, esbarraríamos no nome Grundig, pois o avô Hugo Grundig era natural daqui. A loja vende bolsas, mochilas, casacos, carteiras e outros acessórios e se chama “Pelzhaus Grundig, gegr. 1876” (Casa de Peles Grundig, fundada em 1876).

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Ficamos curiosas e entramos na loja. A dona da loja chegou para nos atender com um largo sorriso e D. Maria contou que vínhamos do Brasil em busca dos nossos antepassados. Qual não foi nossa surpresa, quando ela contou que aquela loja tinha sido fundada por um comerciante de peles e fabricante de chapéus femininos, chamado Eduard Grundig. E qual não foi a surpresa dela, ao relatarmos que o pai do Hugo Grundig também se chamava Eduard Grundig!

Descobrimos, assim, ao confirmarmos mais alguns dados, que se tratava do mesmo Eduard Grundig!!! Ela, a Senhora Schwieder, contou também que a família infelizmente já não tinha mais o sobrenome Grundig, mas que o filho vinha há muitos anos pesquisando os antepassados.

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Esta é a Frau Schwieder, da loja Grundig!

Em seguida, ela foi nos fundos da loja, trouxe uma foto e disse: “Das ist der Eduard Grundig!” (“Este é o Eduard Grundig!”) e contou que aquela casa foi construída por ele.

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Nossos parentes!!! Ela também contou que o filho, Christian, trabalha na prefeitura!!! “Da waren wir ja gerade eben!” (“Estivemos lá há pouco!”)

Voltamos correndo para a prefeitura, mas o Christian tinha acabado de sair sem previsão para voltar. A Sra. Wybranitz estava lá e, empolgadíssima com a história (nesse momento, ela ligou os dois assuntos), nos sugeriu para retornarmos à prefeitura mais ou menos às 4 horas da tarde.

Absolutamente perplexas e, porque não, empolgadíssimas com essa descoberta, zarpamos para o nosso segundo destino programado para o dia: o cartório da cidade vizinha Zeulenroda, na Turíngia, que dista cerca de 60 km, para também conhecermos pessoalmente a Sra. Antje Focke, que nos enviou, cerca de 3 anos atrás, as certidões da avó Anna Alma. Com ela conversamos sobre o ramo Schott da família, sobrenome de solteira da avó, esposa do avô Hugo Grundig. Infelizmente sabemos muito pouco da família Schott e pedimos que ela nos ajudasse a encontrar mais parentes da avó Anna, eventualmente irmãos, pais, tios etc. Ela também nos sugeriu irmos para Triebes para visitarmos e conhecermos a igreja luterana, onde Anna Alma foi batizada e onde se casou com Hugo Grundig.

Saímos rumo a Triebes, que fica a poucos quilômetros de Zeulenroda (hoje Triebes está anexada a Zeulenroda), e encontramos o pastor da igreja que nos mostrou os livros de registro de batizados e casamentos e a igreja propriamente dita. Contou que a construção já foi modificada e modernizada, os bancos foram trocados por outros mais confortáveis, o púlpito mudou de lugar etc. Mas, de um modo geral, foi preservada.

A localidade de Triebes, com cerca de 4.000 habitantes, já teve seus dias de pujança, quando possuía uma indústria de juta. Após o fechamento da fábrica a população encolheu significativamente.

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Voltamos para a prefeitura de Wilkau-Hasslau e finalmente encontramos o Christian Schwieder, filho da dona da loja Grundig Pelzhaus! Ele estava perplexo e sem palavras ao encontrar parentes brasileiros! Conversa vai, conversa vem, combinamos de nos encontrar no sábado seguinte para conversarmos a respeito das nossas respectivas pesquisas de genealogia da família.

Isso aconteceu na quinta-feira, no memorável dia 23 de maio de 2013!