A avó Anna Alma

Apesar de termos pouquíssimas referências da nossa avó Anna Alma Schott, ela realmente existiu!!! E foi corajosa! Pois enfrentou todo um processo de emigração e todas as suas implicações físicas e emocionais, como desmontar um lar, despedir-se de parentes e amigos para reconstruir tudo da estaca zero. Isso certamente não é para qualquer um!!!

Anna nasceu na cidade de Triebes (hoje anexada a Zeulenroda), na Turíngia, em 29 de março de 1892, filha de Christian Franz Schott e Hulda Selma Schott.

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Casou-se em setembro de 1913 (aos 21 anos de idade) com Hugo Eduard Grundig, na mesma cidade em que nasceu. Ambos eram luteranos, como era comum naquela época naquela região da Alemanha.

Além disso, sabemos até o momento somente que era dona de casa e não tinha nenhuma formação profissional. Nada além do “normal” para aqueles tempos. Deu à luz um menino dois anos depois, em 7 de agosto de 1915, em sua casa em Weida, cidade vizinha de Triebes, de acordo com a certidão de nascimento.

O local de nascimento desse meu tio Friedrich Werner Hugo Grundig, 15 anos mais velho que meu pai, sempre foi um segredo de Estado. Nunca vimos sua certidão de nascimento! Meu tio sempre afirmava que era natural de Porto Alegre, portanto brasileiro, Frederico Werner Hugo Grundig. Mesmo na certidão de casamento com minha tia, consta sua naturalidade como brasileira! Por que ele afirmava isso? Será que foi por causa da perseguição aos alemães e a proibição de falar e ensinar o idioma no Brasil? Será que aconteceu alguma coisa na família que o envergonhasse e que o fizesse calar sobre determinados assuntos? De qualquer forma, em recente pesquisa, obtivemos a certidão de nascimento do cartório daquela cidade que confirma sua nacionalidade alemã!

Voltando à Anna, sabemos que a família emigrou “de mala e cuia” para o Brasil em 1925 por razões ainda desconhecidas. Seu nome consta da lista de passageiros do vapor Capitão Polônio, juntamente com o seu filho Werner, que tinha 9 anos de idade.

O que aconteceu depois só sabemos de forma fragmentada, algumas histórias meio mal contadas e muitas fotografias como essas que seguem abaixo:

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A avó Anna com meu pai ainda bebê.

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Aqui a avó está no meio. Notem a presença do Walter Lippold bem à direita.

Até o próximo post!

Brigitta